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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ler, reler e crescer.

Estava conversando com uma amiga, relembrando de certos fatos do passado. Contando uma certa historia, lembrei que certa vez já havia a escrito nas paginas deste blog. Resolvi lê-la.
Vi, que mudei tanto, mas tanto, que não me contive e fui ler grande parte desta seção. Cheguei a um texto que me causou grande espanto. Nele, eu contava que achava bonitinho o romantismo, que os homens deveriam ser mais românticos. COMO ASSIM?
Comecei a rir quando li esse texto, juro. Eu, hoje, uma bruta, que não curte coisas melosas, falando que acha legal o romantismo? Não tinha como não rir. Sério. Hoje, só de pensar um homem me marcando em uma publicação melosa no face já entro em pânico. Eu acho que se eu estivesse online na hora, eu desmarcava na cara de pau. A pessoa ia ficar com raiva de mim, mas antes isso que eu me remoendo de pânico vendo aquilo no meu mural.
Eu citava flores como uma coisa linda para se ganhar. FLORES. Me pergunte se hoje em dia eu ia querer flores. Eu ia responder perguntando se eu podia trocar as flores por um lindo par de sapatos!
Esses são apenas alguns aspectos no qual mudei, mudei bastante em varias coisas. Gosto de como as coisas estão agora, mesmo com as minhas atuais noias.
Ler esses textos, e relê-los anos mais tarde, me vez ver que eu cresci, que mudei, que amadureci. Quem nunca viu coisas que marcaram o passado e tiveram a mesma sensação que eu? Creio que poucos.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mantendo contato apesar das distancias


Quem nunca viajou e conheceu uma pessoa maravilhosa?
O ruim de viajar e conhecer pessoas novas está justamente na hora de dizer adeus. Existem pessoas que nos fazem ter vontade de tê-las ao nosso lado todo os dias. O adeus é evitável, por incrível que pareça. Pode-se transformar um "adeus" em um "até logo".
Hoje em dia o que não falta é maneiras de se manter contato com aquelas pessoas que não estão do nosso lado todo dia, devido principalmente pela distancia. Os meios vão do mais pratico e moderno como o Twitter e o Facebook, até os mais arcaicos, como as cartas.
Acho que já foi visto aqui uma frase que tenho no lado direito do blog, além daquela que é do Zeca Camargo. É uma que fala de distancia. Acho que ela resume muito bem o que quero demostrar aqui. Não é porque há uma distancia que separa as pessoas que elas devem simplesmente ignorar que um dia se conheceram e passaram bons momentos juntas.
Fiz amigos maravilhosos que, infelizmente, não moram perto de mim. Estão espalhados pelo país (ok, Sampa, melhor dizendo), e por outros países por ai. Tento manter o contato, mas admito que as vezes é difícil.
Inevitavelmente alguns eu jamais irei reencontrar, mas espero que muitos eu reencontre por ai, e viva coisas novas porém igualmente inesquecíveis a aquelas que um dia já vivemos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Individualidade


Individualidade. Até que ponto ela se faz presente nos relacionamentos?
Estava vendo a nova da 9, Insensato Coração, quando teve uma cena na qual a personagem de Camila Pitanga ( Carol) tinha uma discussão com o personagem de Lázaro Ramos (André). No fim, Carol começa a questionar sobre as "esquisitices" de André no que tange a individualidade. Ela reclamou de varias coisas, das mais bestas às mais importantes. Será mesmo que a individualidade é algo que deve ser extinguido dos relacionamentos?
Creio que não. Se há algo que eu prezo muito, não importa qual seja o relacionamento, é a individualidade. Acho que a individualidade é algo essencial para a manutenção de um relacionamento. Quando alguém se interessa por você, na maioria da vezes, é por causa daquelas características unicas que você tem. Se quando o relacionamento começa, você deixar a sua individualidade de lado, logo o relacionamento cairá na mesmice e na chatice. Você acaba perdendo a sua própria identidade.
Acho inclusive, uma ofensa quando certas individualidades não são respeitadas. Serio. Existem coisas que são muito pessoais, e somente você, e ninguém mais, devem saber. Só de pensar em compartilhar tudo, já me dá nos nervos.
Não que eu ache que nada deva ser compartilhado, não é isso. Até porque, um relacionamento é feito de companheirismo. Mas compartilhar tudo, nãaao!
Perder a individualidade, num relacionamento, para mim, é impensável. Preservar a individualidade, até certo ponto, é questão de respeito.
Sendo assim, acho que estou junto com o personagem de Lázaro Ramos, ou seja, sou a favor da manutenção da individualidade (até certo ponto) nos relacionamentos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Onde é a sua casa?


A imagem acima diz que sua casa é onde o seu coração está. Um tanto quanto romântico (e até meloso), não?
Muitos por ai dizem que a casa (ou lar) é aquele lugar na qual você nasceu, ou vive, fazendo assim com que a haja a concepção que temos apenas uma verdadeira casa. Será mesmo? Acho que a sua verdadeira casa (ou lar) é aquele lugar no qual você se sente bem, não necessariamente o lugar no qual vive.
Após uma viagem, quando retornamos à nossa "casa", logo pensamos: "Ah, adoro viajar, mas é muito bom voltar para a casa". Como assim? Levemos em consideração a minha definição de lar. Quer dizer então que todo aquele tempo no qual viajamos, conhecemos um novo lugar, novas pessoas, nos divertimos, e por isso, nos sentimos bem, não é nossa casa também? Acho que há um equivoco ai.
Para mim, meu lar, minha casa é aquele lugar que me sinto bem, que gosto de estar, que as as companhias são boas. Ou seja, quando eu viajo, tento me misturar a população local, conhecer um pouco mais da cultura que ali se faz presente, fazendo assim, que aquele novo lugar que acabei de conhecer, possa ser o meu lar, mesmo que por um curto período.
Sendo assim, acabo tendo vários lares. E acho isso ótimo.
O Facebook tem um aplicativo da empresa de intercâmbios STB, que após responder umas perguntas, você descobre o quanto você é multicultural. Não que eu ache que isso seja 100% verdadeiro, mas considero que o resultado, e consequentemente sua explicação, foi, no mínimo, curiosa. O meu resultado foi que sou 50% multicultural, ou seja, por mais que eu goste das mais diversas culturas e tenha interesse em conhece-las, eu não esqueço da minha nação.
E isso não deixa de ser uma verdade. Não é porque considero varias "casas" pelo mundo, que não posso escolher a minha preferida. A minha casa é o mundo. E a sua? Onde é?

terça-feira, 19 de julho de 2011

ABRIIIIIIIIIL.
Égua, não escrevo aqui desde abril. E hoje, hoje é julho! hahaha
Muito tempo abandonado isso aqui. Tanta coisa aconteceu, coisa ruim, coisa triste, coisa boa...
Acho que o mais triste que aconteceu foi meu avôzinho ter nos deixado. Amanha ele faria belíssimos 88 anos. Ahh, dor, aah, saudade. Faz tanta falta. Caramba. Só quem convivia sabe o quanto ele faz falta.
Porém, Deus assim quis, e não posso fazer nada, infelizmente.

Enfim, acho que vou voltar a escrever. Os textos mudarão, claro, porque quem comanda isso aqui mudou.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Mudanças

Assim como as estações, as pessoas tem a habilidade de mudar. Não acontece com frequência, mas quando acontece, é sempre para o bem. Algumas vezes leva o quebrado a se tornar inteiro de novo.

Às vezes é preciso abrir as portas para novas pessoas e deixá-las entrar. Na maioria das vezes, é preciso apenas uma pessoa que tenha pavor de demonstrar o que sente para conseguir o que jamais achou possível. E algumas coisas nunca mudam. E que comece o novo jogo.


Gossip Girl

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Eu escolhi o Direito, mas será que ele me escolheu?

Eu sempre (mentira!) quis se diplomata.

Para se inscrever na prova de seleção do Instituto Rio Branco - e fazer o curso para ser diplomata -, basta você ser graduado em qualquer curso de nível superior. Qualquer um.

Para tal, escolhi o Direito. Eu poderia escolher qualquer um, até o Relações Internacionais (que na minha visão é o melhor curso para quem quer ser diplomata), mas no fim preferi o Direito. Por que?

A principio eu pensava - estupidamente - que se o plano de ser diplomata não desse certo, eu podia fazer um concurso por ai e pronto, a vida tava feita. Mas e ai, pra concurso não é obrigatório ser graduado em Direito.

Mas no fim, me apaixonei pelo curso e vi que ele seria o meu curso.

Eu não sei se o Direito me escolheu, mas acho que, no fundo, alguma vez ele já quis me escolher.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O Brasil não é hexa, mas eu já fui.

(antes de mais nada: esse post não foi feito com o intuito de eu "me achar". Não é nada disso, é apenas que eu li uma matéria e me deu vontade de escrever).
Eu não vou ser hipócrita e dizer que penso em vestibular desde que nasci. Não é verdade. Menos verdade ainda é eu dizer que desde o inicio do meu primeiro ano eu penso em vestibular. No meu primeiro ano eu só pensava em duas coisas: meus 15 anos e meu intercâmbio. Um tanto fútil, eu sei. Mas ai, veio a prova da UEPA (Universidade Estadual do Pará) - ou melhor dizendo, a primeira prova da UEPA. Gente, eu me ferrei muuuuuuito!
Ai bateu a realidade: eu não teria 15 anos para sempre muito menos poderia viver eternamente num intercâmbio (por mais que eu quisesse).
Veio o segundo ano.
Muita coisa mudou em 2009. Mudou as turmas, algumas amizades e, claro, a minha mentalidade. Não sei, mas acho que tais mudanças que ocorreram na melhor época possível. Eu estava com nota baixa, e para o curso que eu queria, essa nota simbolizada um adeus. Eu queria fazer Engenharia de Produção! Quanta viagem, eu sei. Eu não queria de fato esse curso, mas só de pensar que eu poderia dizer que passei num curso concorrido como esse (na época, era um dos mais), já me dava vontade de fazer. Eu era ridícula, mas há certas coisas que somente depois de um tempo a gente percebe quanto é idiota.
Mas sim, eu estudei muito esse ano. Posso até dizer que esse foi o "ano da virada". Fiz revisão final num cursinho, e consegui melhorar a minha nota na UEPA.
Por fim, veio o terceiro - e ultimo - ano.
Enquanto muitos pensavam em aproveitar o terceirão de certos modos, eu pensava em aproveitar ele estudando o máximo que pudesse. 2010, eu matei de estudar. Me matriculei num cursinho em março, e só saí de lá em dezembro - na véspera da prova da UFPA. 2010, foi o "ano do tudo ou nada". Eu queria direito, um curso concorrido. Eu não apenas passar em direito, eu queria passar em direito na UFPA (Universidade Federal do Pará) - o vestibular mais cobiçado do estado.
Eu acordava às seis e só ia dormir depois da meia noite. Eu acordava e ia pra escola, e saia de lá quase uma da tarde, isso quando não tinha retorno. Eu fazia cursinho de todas as matérias, da física ao inglês, de segunda a sábado (isso quando não tinha aula domingo). Minha escola não tem convênio, logo me matriculei num cursinho assim.
No segundo semestre, próximo do ENEM, eu me matriculei num curso de redação.
Eu não tinha mais tempo pra nada, minha mãe queria que eu cancelasse meu francês e mudasse para um cursinho menos puxado. Não aceitei nenhum deles. Eu não ia parar meu francês jamais, por mais que eu tivesse que me dividir em mil, eu não ia parar nenhum curso por causa do vestibular. Eu sabia no fundo, que eu daria conta de tudo.
Me desesperei muitas vezes. Eram provas, trabalhos, resumos e até um filme para fazer nesse apareceu. Mas eu fiz tudo, e tenho orgulho de dizer, que me exigia ao máximo para não falhar em nada. Minha mãe é exigente claro, meu pai também. Mas a pessoa que mais fazia pressão psicológica em mim era eu mesma. Eu tinha que fazer tudo perfeito. A partir do momento que aceitei não parar nada e fazer essas múltiplas tarefas, eu estava aceitando também toda a responsabilidade por um possível fracasso.
Mas o fracasso - graças a Deus, não veio.
Uma pausa. Cara, eu não acho que não passar no vestibular seja um fracasso. Eu acho um fracasso aquele não tentou por medo de errar. Acho vitorioso aquele que dedicou o máximo que pode (cada um conhece os seus limites) e que pôs a cara a tapa quando encarou o vestibular. O vestibular não é para todos, mas sim para aqueles que tem a coragem de encarar.
Voltando.
No meio do ano eu fiz vestibular valendo pela primeira vez - até então a UEPA, que é seriada - não estava valendo de fato (minha mentalidade), pois não havia até então o chamado listão e bem, não era meu curso. Era a UNAMA. Curso de Direito. Eu fiz sem muitas expectativas, pois a concorrencia tava alta, e Direito era o mais concorrido. Eu tava tão desacreditada que ia passar que nem me liguei no resultado. Eu estava assistindo uma aula de Português quando duas amigas vieram correndo me contar que eu tinha passado. Eu fiquei muito feliz. Eu senti que estava no caminho certo.
Fim do ano: ENEM.
Eu estava com muito medo do ENEM, pois ele era a primeira fase na UFPA (sendo que foi a primeira vez que a UFPA usou esse método). Primeiro dia: ameei o enem! Mas ai no segundo dia teve a redação. Trabalho. Nunca me perdi tanto num tema. Eu deixei a redação por ultimo, e a entreguei com muito medo de zerar.
Depois veio o vestibular das particulares: UNAMA e CESUPA. Unama eu fiz por que caso eu não passasse na ufpa, eu ia cursar ela. Passei. Cesupa eu fiz meio que na graça, nem ia fazer, mas uma semana antes minha mãe vira: "Ei faz esse vestibular do Cesupa, bora ver o que dá". O que deu: eu passei.
Mas então veio as publicas. Na ultima fase da Uepa, eu precisava desesperadamente acertar 50 questões de 55 no total se quisesse pensar em passar no meu curso - Sec. Executivo Trilingue. Eu não acertei isso, mas passei.
No dia do resultado da uepa, foi tão...engraçado! Na Uepa, tem prise e prosel, e eu fazia prise. Liguei o radio meio que atrasada, e já tava no meu curso. Eu não ouvi meu nome. Fiquei sem palavras. Uma amiga me liga e diz que eu tinha passado. Eu neguei, não tinha ouvido meu nome. Mas assim como 80% das pessoas que fizeram Uepa, eu escutei o listão errado. Eu escutei Prosel. Eu fazia Prise. Eu passei na uepa, um vestibular que eu quase dou como perdido.
Um tempo depois, veio a UFPA. Meu curso, minha universidade (gente possessiva é um caso sério). Eu tava tãão nervosa! Meu curso foi o terceiro a ser lido, e meu nome, lá pro fim por causa da inicial, quase me mata do coração. Quando eu ouvi meu nome, meu deus. Nunca chorei tanto por ouvir meu nome, nunca tive tanto orgulho. Nunca fiquei tão feliz.
De brincadeira, resolvi usar minhas notas do ENEM (que não tavam tão ruuins). Me inscrevi no SISU (Sistema de Seleção Unificada) para Direito integral na UFF (Universidade Federal Fluminense). Depois de uns dias, veio o resultado: eu passei. Eu fiquei muito feliz, por que pensava que eu jamais ia ser aprovada numa universidade fora do estado, o que dirá então de uma federal no Rio de Janeiro.
No sim das contas, passei em seis vezes no vestibular (UNAMA (2x), CESUPA, UEPA, UFPA e UFF). Pois é, o Brasil não é hexa, mas eu já fui.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Publicar Postagem"

Relendo uns textos antigos, me deu uma vontade gigante de escrever aqui novamente. Mas, escrever sobre o que? Eis uma pergunta para qual não tenho resposta nesse exato momento. Queria contar sobre tudo que andou acontecendo, mas ainda não consegui achar um modo de transferir tudo pala essa tela de computador.
Prometo que, quando conseguir, aperto do botão "Publicar Postagem".

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Nada a declarar

Eu já fui daquele tipo de pessoa impulsiva, que fazia tudo sem pensar nas reais consequencias.
É claro que muita merda foi o resultado de quase tudo, mas boas coisas também vieram.
Mas quando as coisas boas acabavam, batia o arrependimento, pois meus atos impensáveis resultavam em momentos de felicidade momentânea, que não duravam e não valiam a pena.
Depois de tanta coisa, tomei vergonha na cara e aprendi. Aprendi que a felicidade que eu sentia não era nada verdadeira, que ela mascarava os verdadeiros sentimentos: decepção, arrependimento, e até ódio.
Ódio de mim mesma por me sujeitar incessantemente milhares de vezes às mesmas situações de vergonha. Ódio por não fazer nada para mudar.
Eu dizia aos quatro ventos que eu tinha mudado e que tudo estava bem, mas não estava. Eu buscava desculpas inúteis não àqueles que me ouviam mas a mim mesma; eu não os enganava, mas sim a mim.
Nada estava bem, mas eu tentava fingir que minha vida era uma maravilha e que tudo era normal. Eu fugia do passado como o Cascão foge da água. Eu não queria encontrar o meu passado e ter que encará-lo.
Eu pensava ridicularmente que se eu olhasse somente para o futuro, e ignorasse o passado, um dia ele não ia me alcançar e tudo ia estar bem. Mas ninguém consegue fugir de seu passado; aonde quer que você vá, ele sempre estará.
É clichê, mas o meu passado me trouxe para esse momento, e sem ele, eu talvez não estivesse aqui cuspindo essas palavras.
Sim, eu as estou cuspindo. Não me interessa saber se alguém vai ler ou se vai gostar. Cansei de agradar os outros e não ser agradada.
Não posso dizer que não sou mais impulsiva e que hoje penso milimetricamente em tudo que vou fazer. Não, eu não sou fria a esse ponto.
Mas posso dizer que parei de ser uma idiota e fugir das consequencias.
Eu encarei meu passado e me sinto bem melhor.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Eu queria entender por que toda vez que eu começo a arrumar meu quarto, eu fico logo com preguiça;
Eu queria entender por que eu não consigo me decidir logo na primeira vez;
Eu queria entender por que eu nunca escolho a primeira roupa;
Eu queria entender por que eu nunca acho o suficiente.

Eu queria entender muitas coisas, mas hoje eu queria entender por que o Zequinha Camargo não está apresentando o Fantastico.
Fiquei triste agora.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Eu amo escrever aqui. Serio.
Mas algo em mim trava quando eu fico sabendo que alguém conhecido leu isso aqui (meu blog, meus textos); pior ainda é quando comenta comigo.
Eu acho que isso acontece por que, as vezes, eu me arrependo de certas coisas escritas aqui. Relendo uns textos certa vez, me perguntei por que os escrevi. Mas vendo agora, percebo que cada palavra escrita representa uma parte minha; representa um sentimento meu.
Por mais que hoje o arrependimento bata, e os motivos para tais textos não sejam mais lembrados, um dia eles foram, e estão escritos.
Por mais que eu queira, não há como apagar o passado.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Bilingue

Uma das coisas mais legais é aprender novas culturas, sendo assim, também aprender suas línguas. Sou completamente apaixonada por línguas, se pudesse, falaria todas possíveis.

Sou trilingue - além da língua materna, o português, falo também inglês e francês - e minha primeira língua estrangeira a aprender foi - inevitavelmente - o inglês. Muitos começam pelo inglês por dois simples motivos: 1. necessidade, afinal o inglês é a chamada língua global; 2. pressão, muitos começam cedo por extrema influencia e pressão dos pais.

Confesso que comecei a aprender inglês por influencia de meus pais, pois aos sete anos eu era muito sem noção do mundo ao meu redor. Mas quando viajei e estudei fora, vi o quanto a influencia deles foi essencial, vi o quanto é importante aprender uma outra língua.

Após retornar, ainda faltava um semestre para terminar o inglês, eu fiquei com um vontade incrível de aprender francês; não perdi tempo, comecei e fiz, por um semestre, ao mesmo tempo, inglês e francês.

Mais do que dar valor, aprendi a me apaixonar pelas línguas.

Quando comecei meu francês, eu, como qualquer outra pessoa que já falava outra língua, tive um receio ENORME de perder minha primeira língua. Por um tempo, minha cabeça funcionava de forma bilingue, inglês/francês, e o português ficava confuso.

Quando enfim terminei meu inglês, meu maior medo então foi perdê-lo.

Dois anos após concluir o curso de inglês, inevitavelmente perdi parte de meu vocabulário, ao mesmo tempo que aumentei o francês.

Ao começar uma nova língua, é inevitável perder parte da antiga. O segredo é colocar as duas em prática, ler de forma bilingue. Uma boa saída são os blogs. Em qualquer canto hoje em dia há blogs, e não é difícil encontrar os bilingues. Eu tento ler principalmente aqueles francês/inglês. Ajuda muito.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Eu sinto sua falta



Eu sei que você sente minha falta, eu também sinto a sua. Calma, que se Deus quiser, ano que vem tudo acaba.

ENEM - Eu Não Estou Marasmático, eu sou.

Eu perdi um dia de aula na escola; perdi redação; perdi meu sono; perdi meu estômago que morreu depois de ficar mais de SEIS horas sem saber o que significa comer; meus neurônios foram parar onde Tiradentes faz balé depois de comer feijão tropeiro, que se pode achar depois de colocar uma bola rosa em uma garrafa.
O ENEM ratificou a minha tese que nem todo trabalho é digno, afinal, do que adiantou estudar mais de um ano para dois dias, ou algumas horas, acabarem com tudo?! Cadê a minha dignidade? Cadê a dignidade que deveria vir junto com o trabalho, junto com o esforço? Cadê o respeito MEC? Hein INEP?

Acredite, os erros noticiados, é só uma parte da bola de neve que a desorganização de MEC/INEP causou na vida de 4,6 milhões de pessoas.

Anular ou não anular?

Enem, você já foi marasmático demais comigo, está na hora de eu ser marasmática com você.


Obs: que fique claro que não estou por completo com ódio da possível anulação, mas eu acho uma falta de respeito toda esta confusão com os inscritos no Enem.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Atenção escola!

Nunca foi tão legal acordar cinco da manhã para ficar o resto da manhã no sol.

"Nem melhores, nem piores, apenas diferentes"

domingo, 5 de setembro de 2010

Do I?

Momentos bons, sorrisos, lágrimas de alegrias, brigas, xingamentos, conversas, musicas, abraços, e tudo relacionado ao passado serão esquecidos.
Eles não farão parte de minha mala, eles ficarão guardados dentro de uma caixa, no fundo da estante. Na mala, darão lugar a novos momentos, novas amizades, novos amores.

Quem se apega ao passado se esquece de viver o presente e se arrepende no futuro.

Não programarei meu relógio nem colocarei o despertador. Quando for a hora, será.
Não farei itinerários, pois é impossível programar uma viagem dessas. O melhor é "deixar rolar".
Não pegarei o guia turístico nem procurarei no Google imagens, pois elas só servem para me acorrentar.
A indiferença nas atualizações será uma constante no meu cotidiano. Pra que me atualizar de você?

A viagem está marcada.
O avião está pronto.
Eu já vou.
O voo está cheio.
E não há lugar pra você.

"Cause I don't want miss you, love."
Do I?

sábado, 4 de setembro de 2010

Incertezas

A incerteza é, sem duvida, um dos piores sentimentos.
E ter incerteza sobre qualquer sentimento é pior ainda.
Sabe aquela historia: "eu não sei o que acho" ou "eu não sei o que sinto" ? Pode corroer internamente uma pessoa.

Eu sou campeã em ter incertezas.
Ei Natalia, é muito chato não saber o que tu sentes tá?!

Sério, cansei disso.
Cansei de me machucar.
Cansei de ter incertezas.

domingo, 15 de agosto de 2010

just do it

Você pode ir mil vezes ao mesmo lugar.
Você pode ler todo dia o mesmo livro.
Você abre o olho todo dia.
Você respira todo segundo.

Mas as mil vezes serão diferentes, pois cada vez que você vai a um lugar, você descobre algo novo.
Mas você não lê todo dia o mesmo livro. Cada dia é um dia, pois a cada leitura você descobre um novo significado à historia.
Mas cada vez que você abre o olho, uma nova vida começa.

Respirar a cada segundo não significa exatamente que você está vivendo. Você é o dono da sua vida é da sua historia. Não a deixe em branco. Pegue um papel e uma caneta e escreva a sua historia.

Sonhe, mas não deixe que os sonhos sejam apenas sonhos. Por que o melhor de ter sonhos é saber que depois dele tem outros e assim por diante.
Pense, crie a aja.
Faça do substantivo vida um verbo, viva!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Um trauma paulista

As redes sociais - no caso aqui o orkut - tão muito chaaataaas. A unica coisa que ainda anima são as atualizações do povo em suas viagens de julho. Como eu não viajo, eu vejo as fotos dos outros. Mas não é isso que venho falar aqui.

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Eu acho que nunca na historia de blog (uuuuaaau, tanto tempo, não?) eu falei do meu caso com a cidade de São Paulo.
Eu tenho ótimos amigos em todo o estado paulista, mas já o meu caso com a capital... não é de amor!
Eu fui lá uma vez e fiquei três dias. O meu conhecimento de São Paulo se resume ao bairro do Morumbi, a Avenida Paulista (seria aquilo a famosa avenida? Acho que era.) e o aeroporto de Guarulhos.

Foram míseros três dias, mas que foram suficientes para criar em mim um sentimento nada legal sobre a cidade. Não gosto dela, pronto, falei.
Esse meu caso de ódio com a cidade é tão esquisito (?) que eu quase apanhei no aeroporto de Toronto ao fazer um comentário - idiota - sobre São Paulo na frente de um Paulista.

Na frente dos meus amigos paulistas, eu fazia inúmeros comentários nada legais sobre a cidade, simplesmente pelo fato de que eles também faziam de Belém. Ficar calada é que eu não ia. Mas eu não conhecia aquele paulista do aeroporto. E ele ficou com raiva mesmo. Perguntou de onde eu era e para finalizar fez um comentário sobre Belém. Ficamos quites.

O que mais me incomoda em São Paulo é justamente o seu cartão postal. A sua imensidão e seu status de metrópole nacional, latina-americana, seja lá o que for. Ela é muito grande.
Quem mora ou conhece Belém, e algum dia já foi a São Paulo, entende do que falo, pois Belém é um nada comparada a imensidão da capital paulista.

Mas eu prefiro a minha pequena Belém. Ela pelo menos não me assusta.

Se eu voltaria em São Paulo? Com certeza para rever os meus amigos.
Se eu moraria em São Paulo? Não sei.

Eu posso estar enganada com a cidade, pois a conheço muito pouco, é claro que há aspectos positivos, pois eu acredito piamente que todo lugar há algo legal de ver e conhecer, mas, São Paulo, por enquanto, é um trauma.